| História |
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O primeiro registro do 6º Distrito de Valença, data do final do século XVIII, a partir de um relato de 1.789: Conservatória era reserva dos índios ARARIS. Historiadores dizem que os Araris escolherem Conservatória pelo excelente clima e pela proteção das montanhas. Assim ficou conhecida como “Conservatório dos índios”. Com a colonização, o povoado ganhou o nome de Santo Antônio do Rio Bonito, em homenagem ao padroeiro local e ao rio que atravessa a região. Porém a tradição falou mais alto, e o nome Conservatória ficou marcado para sempre. Com a expansão da cultura do café, a região ganhou prosperidade e riqueza, já que o Município de Valença foi importante elo na produção e circulação do produto, abrigando mais de 100 fazendas. O braço escravo também está presente na Ponte dos Arcos - construída para dar passagem a um dos trechos da antiga Rede Mineira de Viação, Conservatória - Santa Isabel do Rio Preto, com traços perfeitos da engenharia da época, utilizando óleo de baleia nas ligas das pedras. No Túnel Que Chora - assim conhecido por conta das gotas vindas da nascente sobre ele e em função de uma das canções de amor por Conservatória, composta pelo seresteiro José Borges de Freitas ("...dizem que é de saudade que o túnel vive chorando..."), com 100m de extensão, cavado na pedra bruta a mão pelos escravos e por onde trafegava a Maria Fumaça. Com construções centenárias em estilo colonial e ruas em pedras de pé-de-moleque, até hoje preservadas, se tornou cenário de vários romances, como “Escrava Isaura”, “O Feijão e o Sonho”, “Cabocla”, “Aquarela do Brasil”, “Paraíso” entre outros. Em 2009, Conservatória comemorou 131 anos de serenatas. Esta tradição nasceu com um romântico professor, Andreas Schmidt que passou a ter como rotina tocar seu violino na praça, nas noites estreladas. Aos poucos, músicos vindos de outros lugares passaram a acompanhar as serenatas do professor, e essa virou uma característica incorporada ao lugar. Um dos grandes motivadores da tradição da música na cidade é o Museu da Seresta, que tem o maior acervo de músicas de serestas do país - e um dos maiores do mundo -, criado pelos irmãos Joubert e José Borges. Um dos símbolos da história do lugar está logo na entrada na cidade: a antiga Maria Fumaça, da Rede Mineira de Viação, que puxava os vagões de passageiros e também o trem com a produção de café, hoje estacionada em frente à antiga Estação Ferroviária de Conservatória, atual rodoviária. O balneário municipal João Raposo, conhecido como Cachoeira da Índia, por ter no meio do lago formado pela cachoeira, uma escultura em bronze, que evoca uma mistura de índia com sereia. A cada mês, é realizada, na Igreja de Santo Antônio, padroeiro da cidade, a missa dos seresteiros, que acompanham as orações cantando e tocando violão, mantendo as letras religiosas, mas com a harmonia das antigas serestas. Para os místicos e esotéricos, Conservatória reserva outra surpresa: a Serra da Beleza, onde misteriosas luzes aparecem circulando pelo vale e deixando intrigados visitantes e moradores. Os jovens de corpo ou de espírito também encontram seu espaço em Conservatória: trilhas, passeios ecológicos, enduros, rally, pescaria e cavalgada são opções à espera do visitante. As cachoeiras da região são um capítulo à parte para deleite do visitante. Os aficionados por enduros e rally costumam percorrer as trilhas formadas pelo antigo leito da via férrea, que atravessa a região, passando sob a Ponte dos Arcos e pelo Túnel do Capoeirão - 400 metros de extensão de pedra bruta cavada a mão pelos escravos Qualquer que seja a opção para conhecer seus mistérios, segredos e belezas, Conservatória reserva ao visitante, encantos dos mais diversos, inclusive com passeios para visitar as fazendas históricas da região. |




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